segunda-feira, 21 de abril de 2014

A Europa e a Guerra


A Europa desde o fim do Império Romano foi um permanente palco de Guerra.

Nos séculos 16 e 17, a política externa inglesa esforçou-se para impedir a criação de uma única Monarquia Universal na Europa, que muitos acreditavam que somente a Espanha ou a França poderiam tentar criar. Para manter o equilíbrio de poder, os ingleses fizeram alianças com outros Estados do continente, como: Portugal, o Império Otomano e a Holanda para combater essa ameaça. Estas grandes alianças chegaram a ser usadas nas guerras contra Luís XIV e Luís XV da França. Essa tensão hegemónica levou à criação de grande exércitos na Europa e a elevados gastos dos principais países com a compra de armamento.
No século 18, isso levou a uma série de grandes potências europeias como a ÁustriaPrússiaGrã-Bretanha e França à mudarem várias vezes as suas alianças para impedir a hegemonia de um país ou aliança. Uma série de guerras surgiu, pelo menos, do desejo de manter o equilíbrio de poder, incluindo a Guerra da Sucessão Espanhola,  a Guerra de Sucessão Austríaca, a Guerra dos Sete Anos, Guerra da Sucessão Bávara, e as Guerras Napoleónicas.
Durante o século 19, para alcançar uma paz duradoura o Concerto da Europa tentou manter o equilíbrio de poder. Esta política foi largamente bem sucedida em evitar guerras em grande escala na Europa por quase um século, até à Primeira Guerra Mundial. Especificamente, durante a primeira metade do século 19, a Inglaterra e França dominaram o continente europeu, mas por volta de 1850, haviam ficado extremamente preocupadas com o crescente poder da Rússia e da Prússia. A Guerra da Criméia de 1854 à 1855 e a Segunda Guerra de Independência Italiana de 1859 quebraram as relações entre as grandes potências da Europa. No entanto, a criação e ascensão do Império Alemão como uma nação dominante reestruturou o equilíbrio de poder europeu. Nos próximos 20 anos, Otto Von Bismarck irá conseguir manter o equilíbrio de poder, propondo a criação de muitos tratados e alianças complexas entre as nações europeias.
No entanto, após a renúncia de Bismarck na década de 1890, a política externa do Império Alemão  tornou-se expansionista e as alianças recém-criadas provaram ser frágeis, algo que desencadeou a Primeira Guerra Mundial em 1914. Um dos objetivos do Tratado de Versalhes, o principal logo após a guerra, foi abolir o domínio do conceito de "Equilíbrio de Poder" e substituí-lo pela Liga das Nações.
Esta ideia fracassou, e a Europa foi dividida em três principais facções na década de 1920 e 1930: os Estados democráticos liberais, liderados pela Inglaterra e França; as ditaduras comunistas, liderado pela União Soviética e as ditaduras Ultra-nacionalistas (nazi-fascistas), lideradas pela Alemanha e Itália. O fracasso das democracias liberais em impedir o avanço nazi levou à Segunda Guerra Mundial, que criou uma aliança temporária entre os britânicos e os soviéticos.
Na era pós-Segunda Guerra Mundial, um equilíbrio de poder surgiu entre o Bloco do Leste: que integrava os países filiados com a União Soviética e as nações socialistas do Leste Europeu, e o Bloco Ocidental: composto pelas democracias liberais, particularmente, Estados UnidosGrã-BretanhaFrança, os países da Nato e os seus aliados.

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